Líder do Congresso defende a influência da religião na política

Defesa da Religião na Vida Pública

No dia 19 de março de 2026, o Presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Mike Johnson, do Partido Republicano da Louisiana, fez uma defesa contundente sobre o papel da religião na vida pública durante o National Catholic Prayer Breakfast, realizado em Washington. Johnson, um cristão evangélico, expressou que «a religião no espaço público é um dos meus tópicos favoritos» e destacou que esta questão é uma das mais mal interpretadas na vida pública americana.

O Legado de Thomas Jefferson

Durante seu discurso, Johnson mencionou a famosa carta de Thomas Jefferson aos Batistas de Danbury, onde se fala sobre «um muro de separação entre Igreja e Estado». Segundo ele, muitos distorcem essa frase para justificar a ideia de que a religião não deve influenciar o governo. «Jefferson claramente não queria impedir que a religião influenciasse o nosso governo», afirmou Johnson, sublinhando que os fundadores da nação buscavam proteger a Igreja e os direitos religiosos dos cidadãos contra um Estado invasor.

O Papel da Religião na Sociedade

Johnson reiterou que «nossos fundadores entenderam que uma sociedade livre e uma república saudável dependem da virtude religiosa e moral«. Ele argumentou que esses valores não apenas ajudam a prevenir o abuso de poder, mas também são essenciais para preservar as liberdades centrais da sociedade. A importância da oração e do apoio espiritual para aqueles em posições de autoridade foi enfatizada por Johnson, em consonância com a tradição cristã.

O National Catholic Prayer Breakfast foi criado em 2004 como resposta ao apelo de São João Paulo II por uma nova evangelização. Durante o evento, o arcebispo aposentado Joseph Naumann, de Kansas City, leu uma carta do Papa Leão XIV, que ressaltava a tradição de interceder pelo próprio país, lembrando que desde os tempos bíblicos, São Paulo incentivou os cristãos a orar de forma especial por aqueles em posições de poder. A mensagem reafirmou a crença de que a oração, unida à de Cristo, é tanto poderosa quanto eficaz.

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