Aumenta a pressão da China sobre grupos católicos clandestinos

Noticias

Pressão crescente sobre comunidades católicas clandestinas

Recentemente, autoridades chinesas intensificaram a pressão sobre as comunidades católicas clandestinas, forçando-as a se unir à igreja controlada pelo Estado. Essa movimentação, conforme relatado por observadores de direitos humanos, reflete uma estratégia mais ampla de controle religioso e ideológico que tem se intensificado ao longo dos anos.

Medidas coercitivas e restrições severas

As novas diretrizes incluem a imposição de treinamentos políticos rigorosos para os clérigos, além de restrições adicionais sobre as atividades religiosas nas instalações da igreja oficial. Entre as medidas, destaca-se:

  • Exigência de registro para serviços religiosos.
  • Proibição de educação religiosa para crianças em casa.
  • Proibição de atividades de caridade vinculadas à religião.

A situação se agrava com a adoção das “Regulamentações Provisórias sobre a Gestão Padronizada de Documentos de Viagem para o Clero Católico”, que exigem que todos os clérigos entreguem seus passaportes às associações estatais. Estas incluem a Associação Patriótica Católica Chinesa e o Conselho Cristão. Independentemente da razão da viagem, os clérigos devem apresentar uma solicitação por escrito com pelo menos 30 dias de antecedência, detalhando o propósito e o itinerário da viagem.

Consequências da repressão religiosa

Yalkun Uluyol, especialista em questões relacionadas à China, expressou sua preocupação com o aumento das repressões religiosas, afirmando que os católicos enfrentam uma violação crescente de suas liberdades religiosas. Ele ressalta que, após uma década da campanha de sinicização liderada por Xi Jinping, e quase oito anos após o acordo entre a China e a Santa Sé, a situação se tornou insustentável. Uluyol ainda destaca que:

“O Papa deve urgentemente rever o acordo e pressionar Pequim a acabar com a perseguição de igrejas clandestinas, clérigos e fiéis.”

Desde a implementação do acordo em 2018, a pressão sobre as comunidades católicas clandestinas aumentou, com muitos sentindo que não tinham outra escolha a não ser se unir à igreja oficial. Igrejas foram demolidas, e seus membros enfrentaram prisões e ameaças. Atualmente, pelo menos 10 bispos católicos, todos aprovados pelo Vaticano, estão em detenção indefinida por desobedecer às políticas do governo.

Leer Más: 

Além disso, um sacerdote que foi liberado agora enfrenta restrições severas, como a proibição de ter contas bancárias, cartões SIM e passaporte. Outros grupos religiosos, como protestantes e muçulmanos, também enfrentam consequências semelhantes.

A repressão religiosa na China tem sido alvo de críticas internacionais, sendo considerada uma violação das leis de direitos humanos internacionais, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

As comunidades católicas e seus defensores esperam que a pressão internacional possa levar a uma mudança nas políticas do governo chinês, permitindo que possam praticar sua fé sem medo de represálias.

Related Posts

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *