Ativistas bielorrussos pedem apoio da Igreja em meio a repressão

Repressão Religiosa em Belarus

A situação dos direitos humanos em Belarus continua a ser alarmante, especialmente para aqueles que se opõem ao regime atual. A repressão religiosa se intensifica, e líderes religiosos enfrentam desafios significativos. Ales Bialiatski, um dos principais dissidentes católicos do país, fez um apelo urgente à Igreja para que não ignore a situação dos prisioneiros políticos e continue a oferecer apoio.

A voz dos dissidentes

Bialiatski, que foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz enquanto estava detido em 2022, expressou sua preocupação com a condição dos bishops e padres bielorrussos. Em suas palavras:

«Nossos próprios bispos e padres enfrentam condições severas, e não os julgo por seu silêncio. Mas líderes da Igreja ocidental e diplomatas do Vaticano deveriam fazer mais para combater as restrições atuais.»

Prisão e repressão

O ativista, que fundou uma Assembleia Católica Bielorrussa na década de 1990, destacou que a Igreja Greco-Católica pode enfrentar a liquidação após o fechamento de suas paróquias. O padre Anatoly Parakhnevich, reitor de uma paróquia em Alkovichi, está em seu segundo mês de prisão sob a custódia do KGB, tendo sido detido desde 16 de março.

O papel da Igreja e a necessidade de apoio

Em uma entrevista, Bialiatski compartilhou que ainda está recebendo tratamento médico após ser liberado de uma sentença de 10 anos em uma colônia penal por «contrabando» e «violação grave da ordem pública». Ele também está atento à tortura de outros que enfrentam a repressão e espera discutir as necessidades atuais com o Papa em um próximo encontro em Roma.

Ele foi informado de que o Papa Leão XIV deseja encontrá-lo, embora a data ainda não tenha sido confirmada pelo Vaticano. Enquanto isso, outros ativistas pelos direitos humanos mencionaram que os bielorrussos estão se tornando menos dispostos a fornecer informações sobre as vítimas do regime de Aleksander Lukashenko, citando que «hoje, a repressão é mais extensa e menos visível, afetando pessoas sem envolvimento político.»

A luta pela liberdade

Natallia Vasilevich, coordenadora da organização cristã ecumênica Vision, em exílio, reforçou a gravidade da situação. A falta de apoio e a crescente repressão não apenas impactam os dissidentes, mas também a população em geral, aumentando a necessidade de solidariedade e intervenção.

É crucial que a comunidade internacional e a Igreja se unam para apoiar aqueles que estão lutando por liberdade e justiça em Belarus. O apoio contínuo é vital para que os prisioneiros políticos e suas famílias saibam que não estão sozinhos em sua luta por direitos humanos e liberdade religiosa.

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