Encontro no Vaticano aborda a teoria da guerra justa
No último encontro realizado no Vaticano, cardeais de todo o mundo se reuniram para discutir a possibilidade de substituir a linguagem da «guerra justa» por um conceito mais contemporâneo: a «defesa proporcional». O evento, que ocorreu nos dias 26 e 27 de junho de 2026, contou com a presença de 178 cardeais e foi marcado por intensas reflexões sobre a moralidade dos conflitos armados.
O papel do Papa Leo XIV
O Papa Leo XIV, que tem se mostrado crítico em relação às guerras modernas, enfatizou a necessidade de uma reavaliação da doutrina da guerra justa. Em sua recente encíclica Magnifica Humanitas, ele declarou que os ensinamentos da Igreja sobre essa teoria estão «ultrapassados». Durante a missa de abertura do consistório, o Papa afirmou que
«a guerra nunca é digna da humanidade e nunca é abençoada por Deus»
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Reflexões e compromissos dos cardeais
O encontro proporcionou um espaço para que os cardeais refletissem sobre a «cultura do poder e a civilização do amor». Em grupos de discussão, os participantes destacaram a importância de superar a lógica da guerra justa, enfatizando que o Evangelho não pode ser imposto pela força. Ao final do primeiro dia de debates, muitos grupos expressaram a necessidade de abordar o direito à defesa proporcional.
Os cardeais também manifestaram um compromisso unânime de apoio ao Papa Leo XIV e à sua busca pela paz, condenando a guerra e suas consequências devastadoras. Esse consenso reflete uma mudança significativa na abordagem da Igreja em relação aos conflitos armados, buscando sempre a paz e a reconciliação.






