Acusações graves contra um líder religioso conhecido
O padre Michael Pfleger, amplamente reconhecido por seu ativismo contra a violência armada, foi recentemente acusado de abuso sexual infantil. A notícia foi anunciada pela Arquidiocese de Chicago no sábado, 11 de julho, e resultou na sua remoção temporária de suas funções ministeriais enquanto as investigações estão em andamento.
Reação do padre e contexto das acusações
Pfleger, de 77 anos, nega veementemente as alegações. Esta nova acusação surge após revisões realizadas pela arquidiocese em conjunto com investigadores externos, que anteriormente o haviam isentado de quatro acusações de abuso sexual que remontam a décadas. Segundo essas investigações, todas as alegações anteriores foram consideradas infundadas.
O padre Pfleger é o pároco da Paróquia de St. Sabina, uma comunidade predominantemente afro-americana. Ele é conhecido por liderar campanhas de ativismo social, algumas delas controversas. Recentemente, ele criticou o ex-presidente Donald Trump, exigindo que o governo restabelecesse o financiamento para a prevenção da violência armada em Chicago.
“Esta é uma mentira absoluta”, afirmou Pfleger em uma postagem no Facebook, referindo-se à nova acusação.
Detalhes da acusação e a resposta da Arquidiocese
Em sua declaração, Pfleger compartilhou que a acusação foi feita por uma mulher que afirmou ter sido abusada durante o período entre 1993 e 1995, quando estava na escola primária de St. Sabina. Ele expressou sua total incredulidade, afirmando que não tem memória da suposta vítima e que muitos outros também não se recordam dela.
O Cardeal Blase Cupich, em uma carta dirigida aos fiéis, comentou sobre a situação. Ele afirmou:
“Em conformidade com nossas políticas de proteção infantil, pedi ao padre Pfleger que se afastasse do ministério e vivesse fora da paróquia enquanto a investigação está em andamento.”
O cardeal também confirmou que o Rev. Thulani Magwaza assumirá a liderança da paróquia durante esse período.
O bem-estar das crianças é uma prioridade fundamental para a arquidiocese, e Cupich incentivou qualquer pessoa que tenha passado por experiências de abuso a se apresentar ao Escritório de Proteção de Crianças e Jovens, onde seriam recebidos com compaixão e respeito.
Contudo, o cardeal reconheceu que as alegações podem causar desconforto na paróquia, onde muitos fiéis expressaram seu apoio ao padre Pfleger e criticaram sua suspensão. Ele pediu paciência à comunidade, lembrando que situações semelhantes já ocorreram no passado.
O cardeal Cupich sublinhou que a arquidiocese não está assumindo a veracidade ou a falsidade das alegações até que a investigação seja concluída.







