Comemoração do Centenário da Guerra Cristera
No centenário da Guerra Cristera, o bispo Sigifredo Noriega de Zacatecas, no México, fez um apelo significativo aos católicos: conhecer e defender sua fé. Ele enfatizou que a melhor forma de honrar o sacrifício dos que resistiram à perseguição religiosa durante esse período é através do aprofundamento do conhecimento sobre a fé católica.
A Guerra Cristera: Um Protesto Armado
O conflito armado conhecido como Guerra Cristera, ou Cristiada, teve início em 1926, quando o presidente Plutarco Elías Calles intensificou a aplicação dos artigos anticlericais da constituição de 1917. Esta ação, promovida pela chamada Lei Calles, impôs severas restrições à vida religiosa no país.
Como resposta a essas medidas, em 31 de julho de 1926, os bispos mexicanos decidiram suspender o culto público em todo o território nacional. Esta decisão foi seguida por uma onda de perseguição ainda mais intensa contra os católicos, que se viram obrigados a defender sua fé em condições adversas.
“Mais de 200.000 mártires deram suas vidas defendendo sua fé: crianças, jovens, idosos, camponeses, trabalhadores, profissionais, padres, religiosos e leigos.”
Reflexão sobre a Cristiada
Durante a 120ª assembleia plenária dos bispos mexicanos, realizada de 13 a 17 de abril, a Guerra Cristera foi um dos temas abordados. Em uma entrevista, Noriega comentou sobre o trabalho atual da Igreja Católica para recuperar a memória desse conflito, refletindo sobre a importância da Cristiada tanto no passado como suas implicações nos dias de hoje.
O bispo ressaltou que muitos que perderam suas vidas durante a guerra permaneceram fiéis até o último momento, mesmo arriscando suas próprias vidas. Essa devoção é um exemplo claro da força da fé e do comprometimento que os católicos devem ter atualmente.
A reflexão proposta por Noriega é um convite a todos os católicos a se aprofundarem no conhecimento da sua fé, para que possam defendê-la com mais convicção, especialmente em tempos de desafios.










