Apelo por Liberdade Religiosa na Ucrânia
No dia 13 de fevereiro de 2024, uma igreja foi destruída em um ataque russo na vila de Bohorodychne, na região de Donetsk, Ucrânia. Em um ato de solidariedade e defesa dos direitos humanos, diversos líderes católicos americanos lançaram uma petição solicitando o fim da perseguição religiosa russa nas áreas ocupadas da Ucrânia.
Conferência Acadêmica em Washington
A petição foi apresentada durante uma conferência acadêmica de dois dias realizada em Washington, que teve como foco a repressão da Igreja Greco-Católica Ucraniana (UGCC) pela Rússia logo após a Segunda Guerra Mundial. O evento, que contou com a participação de figuras proeminentes, como o Metropolita Borys Gudziak de Filadélfia e o Padre Mark Morozowich, discutiu a importância da liberdade religiosa e como a história se repete.
“A história e o presente falam com uma só voz: a liberdade de um é a liberdade de todos”, afirmou Gudziak.
O Legado da Repressão
Durante a conferência, intitulada “O Pseudo-Sobor de 1946: 80 Anos Depois — A Perseguição Continua”, foram abordadas as táticas soviéticas que levaram à liquidação das estruturas visíveis da UGCC e à prisão e execução de seus clérigos. Documentos recentemente desclassificados permitiram que estudiosos e oficiais de inteligência ucranianos traçassem a extensão do plano do ditador soviético Joseph Stalin para destruir a UGCC.
Entre os eventos marcantes deste plano, destaca-se a prisão de cinco bispos da UGCC, incluindo o Metropolita Josyf Slipyj, quase um ano antes do Pseudo-Sobor realizado de 8 a 10 de março de 1946, que buscava integrar a UGCC à Igreja Ortodoxa Russa.
O Contexto Atual
O apelo dos líderes católicos é um lembrete da necessidade de vigilância constante em relação à liberdade religiosa, especialmente em tempos de conflito. A situação na Ucrânia continua a ser delicada, e a comunidade internacional é instada a se manifestar e apoiar aqueles que enfrentam perseguições por suas crenças.
Por meio de ações como essa, os líderes religiosos esperam não apenas chamar a atenção para a perseguição religiosa que persiste, mas também inspirar um movimento global pela justiça e liberdade.







